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uma metamorfose ambulante

sábado, 31 de julho de 2010

pra começo de conversa...

...Sinto uma enorme confusão em mim. Sempre levei comigo uma única certeza: "valerá a pena se for do fundo do coração" e passei a minha breve vida me entregando compulsivamente e sempre me senti muito bem assim. Tinha a sensação de 'liberdade interna'...podia sentir o gosto da satisfação e do orgulho que eu sentia de mim quando eu abandonava um pouquinho a minha razão estúpida! Mas de uns tempos pra cá sinto medo - não que o medo seja algo ruim - mas um medo que nunca havia sentido antes...o medo é até prazeroso pra mim! Acontece que sou humana e isso estraga as coisas que poderiam se tornar mais prazerosas(risos). Sinto-me como o meu passarinho que fica preso naquela gaiola no canto da escada; sinto-me exatamente como ele: sei que tenho asas e não posso voar tão alto como queria; sou limitada fisicamente a tocar e sentir poucas merdas e só posso comer o que é adequado, mesmo sabendo que isso não mata a minha fome. É que minha fome é fome de vida e não posso saciá-la pelo buraquinho da fechadura ou acompanhando a vida de alguém pelas novelas.
 Sinto falta de mim.
Sei que estou aqui perdida em algum lugar dentro desse labirinto de ossos e o meu maior medo é que minha alma se acomode em minha carne quente e macia. Não quero carregar a culpa de não me jogar por medo, mas tbm não quero só culpar o medo por não me jogar...
É, sei que pode parecer absurdo contar essas intimidades à um amigo como um nome tão estranho..."blog" (?!) ora! Desculpe-me pelos erros e contradições ao tentar me explicar, mas é que ultimamente, eu tenho sentido uma enorme confusão em mim...

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